Domingo, 9 de Novembro de 2008

Estar doente e saber bem, porque se está em casa.

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Paris

Doeu arrancar Lisboa e meses principescos entre ternuras solares, marisco e imperiais, lençóis frescos e garantidos, privacidade e boémia. Chegar, entrar na passadeira rolante que é Paris e tentar sentir-me em casa, ainda é processo no qual me vejo metida. Já não há muitas atrapalhações no metro, já poderão tomar-me por francesa no olhar decidido com que saio de manhã no vento já gelado, as festas já sabem a paródia erasmus. Os olhos exclamam-se permanentemente com a beleza da cidade, o corpo aprecia marchas rigorosas entre obras de arte de todo o género. A francofonia esparaia-se nas aulas, nos livros e em toda a poesia urbana. O corpo recolhe-se nas cadeiras dos vários jardins. A minha vida começa a passar por Paris, começo a ter um espacinho na passadeira. Não quero outra coisa, quero Paris.

Domingo, 13 de Julho de 2008

Bruaá Editora

Passar os olhos pela "Árvore Generosa" e adorar.

Pela verdade, sem defender a causa

Quando é que o Miguel Sousa Tavares vai parar de dizer que o Museu Colecção Berardo não faz exposições temporárias se este chega a ter 3 ao mesmo tempo (uma delas, "Teatro sem Teatro" foi, segundo a L+Arte, uma das 10 melhores do ano e a do Corbusier, "Arte da Arquitectura" se habilita ao mesmo) e apenas 1 piso e meio é dedicado à colecção do sr. Berardo?

Trabalhar no museu Berardo

é assistir a momentos rotineiros como este em que a instalação de Veronica Janssens está a ser limpa. (fotografia de Ana Oliveira)

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

13 dias (sem sinal de vida) depois

Cá está ela. Um manjerico um bocadinho queimado pela intensidade da vida académica que obrigou a um debruçar sobre disciplinas tão diversas como o Mosaico Romano, a Sociologia da Arte, o Românico, o Românico, Gótico, Renascimento e Barroco em Portugal, uf, e a Cultura e Arte Contemporânea.
Milhões de tropismos depois também, numa hipersensibilidade que redunda amiúde em anestesia geral com paralisias sentimentais, fúrias, crises identitárias ligadas a uma certa estupidez, cá estou para me redimir perante os queixosos voltando intermitentemente a esta vida.
Avizinham-se muitas tardes de programas de televisão e filmes, outras a olhar para os lustres, ricas horas de passeios culturais, outras tantas noites em que não estarei imune aos vapores e humores, buffet de livros do avô com milhões de vozinhas a gritar por mim, tardes sem fim no Berardo, e estudo à volonté para melhoria de notas, um desporto para aficionados. Ainda não é bem desta.

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Fúrias tropíticas

É-me tão fácil escrever "pour épatter le bourgeois". Mete medo, sobretudo daqueles que gostam disso, que se ficam por isso em mim, que se ficam por isso em geral, sem qualquer consciência de que as coisas podem ser realmente levadas a fundo. Nem sempre dá vontade de fazer melhor, mas é mais frustrante fazer, ficar mal feito e, para o cúmulo, ficar com uma aparência bonita que todos parecem gostar ingenua ou condescendentemente!